POESIA
O que eu costumo dizer é "seguir desenhando letras para que a poesia siga surgindo". Hoje faz mais sentido do que em 2010, quando decidi rascunhar minhas primeiras letras. No começo as  ideias eram boas, mas os textos desorganizados e confusos. Confesso que embora escreva, não tenho muito gosto por ler poesias, salvo algumas obras que por algumas vezes me deparo. Sou capaz de elogiar Mallarmé por tudo o que ele modela e encaixa enquanto estruturas simbólicas de dialogo com o leitor e ao mesmo tempo sou incapaz de elogiar pássaros azuis.
A ironia é que em 2014 publiquei meu próprio pássaro azul. O livro "O elo do caso" saiu do meu peito, contendo minhas primeiras experiências literárias. Apesar do insucesso pessoal, alguma coisa naquela experiência acabou criando caminhos e delimitando um perfil a ser seguido. CETIM E TRAÇAS foi o acerto da obra: definiu um formato e também uma filosofia que foi seguida em muitas das produções seguintes.
 2018 
Quatro anos após a primeira experiência de publicação, pelo Clube de Autores, publiquei meu segundo livro: Corpo Tóxico.
ERRO: A pressa para publicar me fez inserir algumas poesias que não deveriam estar na seleção.
ACERTO: Um bom nível de poesias, que através delas falei justamente o que sinto poder transmitir.
REVIRAVOLTA: A última poesia escrita foi UVAS VERDES. Inspirada na obra de Mallarmé, me aproximou mais do gênero simbolista, rompendo com meu perfil de escrita de até então.
Poesias que se destacaram no livro e seus perfis:
1 - Uvas verdes Amor
2 - Lide comigo Terror psicológico
3 - O rancor natural da peste Empoderamento transgressor
4 - Veraneio detestável Desespero
5 - Crias de choro Inconformismo
6 - Angélica parte Apologia à arte
7 - Alimento Alusão sinestésica
8 - Corpo tóxico Inconformismo
9 - Decadência Reestruturação pós-traumática
10 - Violações tangíveis Ironia
ATUALMENTE
As poesias mais recentes carregam o perfil aprimorado dos primeiros trabalhos, com um misto dos mesmos perfis temáticos indicados na lista de poesias acima e somam ainda mais do estilo simbolista. O motivo eu digo. É o estilo abstrato que permite ao leitor imaginar sobre o que está sendo falado, qual a causa ou a bandeira levantada. Mas não há nenhuma afirmação que se coloca para indicar que seja inflexiva e exatamente isso que esteja sendo falado ou defendido. Não retiro do leitor a autonomia em tratar a poesia como poesia, como algo que não se explica, mas sim, que deve receber uma ressignificação subjetiva do leitor.
Conhecimento é uma interpretação simbólica das informações e justamente por isso, a brincadeira com as palavras na minha produção é valorizada de forma a criar um jogo e um desafio para os pensamentos mais estimulados a decodificar tais representações. O abstrato e a subjetividade valorizam a autonomia do pensamento. A expressão, densidade e profundidade psicológica é para cada um em diferentes dimensões.
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