Cultura Organizacional - Uma prática de gestão com interações e cultivos



A disposição de múltiplos elementos que se complementam e que são estabelecidos de uma forma predefinida buscando propor algum tipo de interação entre si ou entre pessoas que os utilizam nós damos o nome de estrutura. Essa estrutura passa a ser chamada de organização quando posta em funcionamento, com cada um dos órgãos que a compõem estando na forma operante. O tamanho dessa estrutura pode variar, mas, em comum, toda estrutura, como um corpo, possui seus órgãos e suas células de trabalho. Trata-se de setores e pessoas. Os órgãos são os setores em funcionamento dentro do corpo estrutural dinâmico e as células são as pessoas que compõem e dão movimento e dinâmica à estrutura.


Falando de trabalho, cultura organizacional vai ser a expressão cunhada para se referir aos modos e as práticas com as quais a empresa desenvolve seu modus operandi, a linha de pensamento que segue, seus valores e visão de mundo. Trata-se mais do que a personalidade da empresa, trata-se também de seu caráter social ou seu posicionamento e responsabilidade ao lidar com seus interesses econômicos.


A cultura é praticada por todos. No entanto, o cultivo, que é a palavra que designa por etimologia o sentido da palavra cultura, só pode ser caracterizado pela manutenção dos costumes ao longo de um período, onde o mesmo tenha se tornado a prática comum no ambiente, inserido de forma tácita nos processos da empresa. A cultura organizacional altera as formas como se dão as relações dentro de ambientes colaborativos. De forma que se uma empresa tem definidos os valores morais que a descrevem, tais valores devem ser visíveis na prática cotidiana e provocar influenciar no corpo de trabalho.


Entender isso é uma coisa fundamental. Houve um momento em que os trabalhadores eram inseridos num ambiente de normas mais do que num ambiente de valores. Depois, em outro momento, os valores passaram a estampar placas em departamentos e sites, mas por uma falta de perícia talvez, ainda haja entrega de trabalhos produzidos no âmbito destas empresas que não necessariamente são desenvolvidos sob a consciência de tais valores, o que impacta diretamente na qualidade do produto. Outra vez, em momento distinto, a discussão deixou de ser a acusação de culpa e responsabilização do colaborador, pois quem comunica toma para si a responsabilidade do entendimento, embora tanto também se possa patinar quando além desta culpa, tenha-se que responder pela ausência de outros valores que não foram alocados na empresa enquanto força de trabalho, o que acontece, inclusive, em setores estratégicos ou táticos e não exclusivamente no setor operacional.


O estabelecimento da cultura organizacional pode ter caráter mais administrativo, sendo definido em nível estratégico e desenvolvido para sustentar uma linha de pensamento empresarial com relação ao ambiente interno e externo e também pode ter sua parcela de participação na interação entre as pessoas que dialogam e promovem trocas de conhecimento enquanto corpo de trabalho, na esfera organizacional, que trazem suas próprias bases culturais e com elas interferem no padrão, agregando valor à empresa através de suas ações e formas de interação. Assim, cultura organizacional também pode se referir às formas como as atividades são desenvolvidas, o jeito das pessoas que constituem o quadro de trabalho em suas particularidades, tal como as coisas que gostam e fazem dentro e fora do ambiente de trabalho, como estas coisas se enraízam no íntimo de cada um, como são administradas e criam uma forma muito própria de ser de cada equipe e da própria organização.


Originalmente em 29/06: https://administradores.com.br/artigos/cultura-organizacional-2

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