Quem sou eu

As coisas que melhor falam sobre mim são os projetos que desenvolvo. Em comum em todos eles é o fato de buscar sempre o dialogo entre a arte e as formas de elevar e melhorar as práticas de trabalho, visando a experiência pessoal e estimulando o compartilhamento desses bons estímulos, pois acredito que o mundo tem sido muito desacreditado devido ao excesso de modelos adversos que vemos surgir cada vez mais nos filmes, na televisão, com os youtubers, com as grandes mídias e até no nosso dia-a-dia, nas nossas relações profissionais.
O estímulo que eu tenho é porque acredito que cada um de nós é um exemplo para as pessoas ao lado. Tenho que dizer - reparei - que cada pessoa que conheci nas minhas rotinas, sabiam que eu tinha alguma coisa para falar e paravam para ouvir minhas humildes impressões. Olhei para dentro de mim para refletir sobre isso e antes que eu pudesse ser acometido por qualquer tipo de moral egoística, percebi que eu dava e deveria dar sempre mais e mais atenção àquelas mesmas pessoas e para outras também e que quem dá atenção ao outro, este sim, é que tem méritos para ser ouvido, por fornecer assim, o compartilhamento de ideias boas que devem sempre seguir e seguir.
Fui efervescente em outras épocas, sou um reflexo hoje do "já tive pressa". A minha carreira profissional começou aos 15 anos, com um contrato de trabalho, pouco mais de 200 reais/mês por 8hs de trabalho diários, uma folga semanal. Nesse período fui empacotador, balconista de padaria, de açougue e também repositor. Até hoje - dou risada - observo com atenção as prateleiras ao entrar em um mercado. Fui também balconista em uma drogaria por 4 anos, onde eu aprendi tantos bons exemplos com meus ex patrões que sinto que nunca poderei retribuir. São bons amigos hoje em dia. Em outras empresas também fui técnico de computadores por um curto período, pois o dono do negócio só "nos empregava por caridade" (sic), fui garçom, encarregado de estoque e encarregado por compras e também fui recepcionista em uma pousada, onde conheci viajantes... nada mais nada menos, quero dizer com essa palavra: pessoas inspiradoras.
Nos estudos na escola eu não tinha dificuldades. Um adolescente que se virava bem com as matérias e podia relaxar com frequência. Desde que não suje meu currículo, separarei um momento alhures para falar sobre cabular aula haha. 6 meses após concluir o ensino médio, entrei na faculdade de História com uma boa nota do Enem. Ostento o mérito de nunca ter faltado, mas confesso que me atrasei para a primeira aula muitas vezes. A estratégia foi parecida com a do tempo de escola, pegar  mais pesado com as matérias mais exigentes e afrouxar um pouco para as matérias que não se tornariam um grande problema. O motivo de ter que usar essa estratégia, diferentemente dos tempos da escola, dessa vez era o pouco tempo para me dedicar às exigências de uma vida adulta na periferia, com todas as vulnerabilidades sociais que um jovem trabalhador enfrenta às margens da sociedade.
Ao sair da Drogaria onde trabalhei, me mudei de cidade e a realidade e a precariedade do trabalho foi desoladora, mas tive a oportunidade de fazer um bom curso de administração que, somado ao aprendizado da minha formação em História, muitas coisas na minha forma de pensar novamente se transformaram e evoluíram. Me possibilitou ver o empreendedorismo não como uma mera forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade inspirar, promover mudanças, propor resultados pelo exemplo, no estilo La Rochefoucauld: nada é mais contagioso do que o exemplo.
Agora, em 2020, antes dos cabelos brancos, tenho muitos projetos entregues e outros melhores sendo desenvolvidos. Confio no que cada um desses projetos irá entregar e fazer render. O orgulho se soma cada vez que trago mais pessoas para participar desse aprendizado. O reconhecimento vem de forma singela, mas significam muito e, peralta que sou, vou aprontar muito ainda, mas dessa vez estarei sendo supervisionado e, com toda a responsabilidade que tenho e respeito que devo como novo Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni.
Grande parte de tudo isso que faço, conta com o incentivo de um grande amigo que conheci num jogo Online. Sim, um homem completo precisa diversificar suas atividades e ajuda muito, entre outras coisas, a distrair a cabeça. Amizade incondicional, Vinicius Santos.